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Aldo critica atitude polêmica de Anderson sobre ingressos do UFC Rio

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Aldo critica atitude polêmica de Anderson sobre ingressos do UFC Rio


Retirado do card do UFC Rio 8 em meio a uma confusão que envolveu críticas públicas ao evento, Anderson Silva garantiu grande polêmica ao sugerir que seus fãs pedissem dinheiro de volta e não comparecessem ao show marcado para o dia 3 de junho. Sua postura, que rapidamente foi criticada por Dana White, ganhou eco no discurso de José Aldo, responsável por fazer a luta principal desta edição.

Escalado para enfrentar Max Holloway, atleta que venceu suas dez últimas lutas no octógono, Aldo defenderá seu cinturão dos pesos-penas (66 kg) diante da torcida carioca e, por ter construído sua carreira na cidade, parece certo de que contará com casa cheia. Isso apesar da postura do ex-campeão dos médios (84 kg).

“Eu não soube, não leio internet, não fico focado nisso”, afirmou em conversa com a reportagem da Ag. Fight. “Quando ele lutaria em Curitiba, ele saiu do card também, mas ninguém saiu, ninguém estava pensando [em deixar de ir]. A luta principal quem vai fazer sou eu, é na cidade onde eu moro e onde tenho uma legião de fãs. Todo mundo está indo para ver José Aldo e o Max Holloway. Tenho certeza de que ninguém vai pegar o ingresso [de volta]. Porque a luta principal não é ele”.

Aos 30 anos e dono de um dos cartéis mais vitoriosos da história do esporte, Aldo só se tornou realmente famoso e reconhecido por seus feitos após diversas defesas de título, incluindo dois triunfos sobre Chad Mendes no Brasil, no mesmo ginásio onde enfrentará Holloway. Com isso em mente, o atleta desaprovou a postura do Spider em relação aos atletas presentes no card.

“Jamais, cara. Jamais eu tomaria uma decisão dessas. Se sou hoje o José Aldo é graças ao UFC. Tenho meus méritos, tenho meu trabalho e fiz por onde. Trabalhei para isso, mas sozinho não conseguiria. Já saí do card também faltando menos de um mês e o próprio Anderson entrou também para fazer uma luta. Assim mesmo eu pedi para os fãs e dei incentivo para comparecerem ao evento. Isso não é bom, você tentar jogar fãs contra o evento. Não importa o que aconteça. É sempre bom dar força. Ontem eram as melhores coisas do mundo, e a partir do momento que não vem a si, se tornam as piores coisas do mundo”.

No entanto, Aldo faz questão de lembrar que ao longo de sua caminhada no UFC ele bateu de frente com a organização do show em diversas ocasiões. No entanto, em nenhuma delas ele teria deixado de dar suporte a algum colega de profissão, deixando claro que suas diferenças eram apenas questões burocráticas com o próprio evento.

“Sempre procurei defender outros atletas que estão começando. Aqueles que achava injustiçado. Tive muitas brigas com o UFC e fui muito penalizado por comprar barulho de outras pessoas. O UFC sempre falou para eu defender o meu [lado] porque assim que eu ganharia muito mais. Hoje você vê uma coisa acontecendo e você querendo defender apenas o seu e não pensando nos outros, deixa bem mal para os fãs e mostra o verdadeiro caráter da pessoa. Quando você está bem, você está bem, você é uma pessoa. Quando você está mal, você muda. Nunca vou ser assim, não importa o que aconteça”, profetizou, antes de reforçar o desconforto com a postura do veterano de 42 anos.

“Se fosse qualquer outro atleta, jamais alguém falaria isso, principalmente americano. Já passei por isso, ia lutar com o [Anthony] Pettis no Rio e ele se machucou. Iria lutar com o Erik Koch e ele saiu também. Iria lutar com o Frankie Edgar e ninguém falou nada. Americano não tem esse lado de picuinha, eles procuram defender o dele e trabalhar. É assim que é. Não digo que está errado, cada cabeça seu guia”.

Saiba mais: AG. Fight