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Carlão Barreto e Rodrigo Minotauro defendem o MMA contra projeto de lei de deputado

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Carlão Barreto e Rodrigo Minotauro defendem o MMA contra projeto de lei de deputado


Carlão Barreto e Rodrigo Minotauro estiveram na semana passada em Brasília defendendo o MMA na câmara dos deputados e explicando o porquê de o projeto de lei do deputado José Mentor (PT), visando proibir transmissões de MMA na TV, ir contra ao que se espera de um país democrático. Os ex-lutadores deram uma verdadeira aula sobre a importância do MMA no panorama esportivo mundial e nacional, apresentaram os números do esporte no mundo, levantaram dezenas exemplos de inclusão propiciados pelo esporte que foi criado no Brasil e hoje emprega milhares de profissionais pelo mundo.

“Nosso esporte, para mim, é o segundo mais visto do Brasil, atrás apenas do futebol. Temos muitos representantes e é um esporte que cresce nas comunidades. Dou como exemplo o Rio de Janeiro, onde temos um projetos social que atende a 950 crianças. O MMA em si não é o UFC. É a mistura de artes marciais, e a gente tem uma luta base no Brasil que é o jiu-jitsu, na qual a gente é muito forte, mas também no boxe e no muay thai. Nossa luta base não é ensinada nas escolas públicas como é ensinado nos Estados Unidos, onde a gente tem o wrestling ensinado nas escolas públicas. Então a gente chegar e querer um resultado no alto rendimento no UFC de brasileiros competindo com americanos é difícil, porque o brasileiro sai atrás, mas mesmo assim a gente consegue ter um terço dos cinturões do maior evento do mundo. No jiu-jitsu a gente tem o exemplo de Abu Dhabi, onde temos mais de 1000 brasileiros ensinando o jiu-jitsu, que é matéria obrigatória nas escolas públicas. Se o garoto passar em matemática mas não cumprir o jiu-jitsu, ele não passa de ano. Por que? Porque foi identificado em um país de primeiro mundo que as artes marciais passam valores de educação, disciplina, competitividade e faz isso muito bem”, explicou Rodrigo Minotauro.

Carlão Barreto reforçou o que foi dito por Rodrigo Minotauro e destacou o lado inclusivo da luta, além da ótica competitiva.

“Novamente eu reitero que o MMA tem todos os indicativos e ferramentas para que ele seja um esporte de massa, que seja praticado em todo país, obviamente, dentro de um enquadramento, dentro de uma organização, de um olhar técnico, educacional, para que seja feito de uma forma saudável para todos que o praticam. O Minotauro colocou muito bem. O Brasil é um país de dimensões continentais, de uma população carente muito grande, e a prática esportiva das artes marciais dentro dos colégios seria de grande valia para formar caráter, incluir essas pessoas de forma muito digna na sociedade brasileira, principalmente porque a base filosófica das artes marciais é integridade, caráter, socialização, é o entendimento que você não está só, que depende do outro para executar os movimentos. Muitas pessoas acham que, por ser um esporte individual, só depende de você. Depende de uma equipe, depende do companheiro que treina com você… É por isso que há o cumprimento de você se inclinar diante de seu adversário agradecendo o corpo dele por estar ali presente. É delicado a gente saber que as artes marciais, por mais que sejam praticadas por boa parte da população brasileira, ainda sofra preconceito. Não entendo muito bem o porquê desse preconceito justamente pela arte marcial ser educacional”.

O deputado José Mentor comparou o MMA a rinhas, lembrou a lesão de Anderson Silva e citou um trecho da Lei Pelé que diz que um esporte tem que “dar segurança propiciada ao praticante de qualquer modalidade desportiva quanto sua integridade física, mental e sensorial” para dizer que não considera o MMA um esporte.

“Ora, não podemos chamar o MMA de segurança física, mental e sensorial, não é possível, se o objetivo é a agressão. Pelo conceito de esporte, o MMA não é esporte. Tive contato com com todas as confederações de artes marciais, e nenhuma delas, exceto o jiu-jitsu, defende o MMA. A filosofia da arte marcial é exatamente o oposto, é o autocontrole, a não agressão, a disciplina, e o MMA é o contrário, é a agressão. Você tem golpes como socos sucessivos, cotoveladas sucessivas, pontapés no rosto… Isso não é arte marcial”.

Texto: PVT



Confira na íntegra o vídeo da audiência pública: