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Werdum: "Não estou feliz com o UFC"

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Werdum: "Não estou feliz com o UFC"


Em entrevista, o brasileiro ex-campeão dos pesos-pesados, Fabrício Werdum, demonstrou sua insatisfação e descontentamento com o UFC. O lutador também colocou em dúvida o seu futuro na organização. 

“No contrato eu ainda tenho quatro ou cinco lutas. No meu futuro o que eu vejo é que vou ser o campeão de novo, né? Isso eu vejo nitidamente. Vou vencer essa luta contra o Cain Velásquez e, depois, me vejo enfrentando novamente o Stipe Miocic. Acabando o contrato, não sei se vou renovar, não tenho certeza. Uma coisa eu digo: eu visto a camisa 100%, seja a de um patrocinador, a do evento, eu sou o tipo de cara que as pessoas podem contar sempre. Porém, quando não há uma reciprocidade, não tem como vestir 100% a camisa da empresa. Quando eu estou feliz, faço de tudo para que as coisas saiam da melhor maneira possível, tem aquela energia, mas quando não estou feliz, e nesse momento não estou nada feliz com a organização, fica difícil de dizer. Estou até meio chateado, depois de todo esse tempo lutando, afinal, me considero um veterano, estou com 39 anos, comecei a lutar um pouco tarde, com 20 anos, mas me sinto um veterano na luta. Vai que eu recebo uma proposta de outro evento quando acabar o contrato, não sei, não posso confirmar nada, porque até agora não teve nenhuma. Quem sabe no futuro, quando acabar o contrato, se eu estiver feliz de novo, se voltar a ser feliz na organização que estou, de repente eu fique, de repente eu vá embora, de repente eu pare, então tem muita coisa para acontecer”, declarou em entrevista.

Werdum também comentou sobre a perda do cargo de comentarista das transmissões de eventos do UFC no México. A punição foi provocada pelas críticas recentes do peso-pesado ao patrocinador oficial do Ultimate, a Rebook:

“Para as pessoas que não entenderam o que aconteceu: eu fiz um post no meu Instagram com uma foto minha anunciando a próxima luta e tirei a Reebok da camisa, porque a Reebok não é minha patrocinadora oficial, aliás nunca foi. Eles não me pagam mensalmente, nunca tive isso com eles, então não tenho porque postar alguma coisa com eles quando não é semana de luta. Por isso eu tirei a marca deles, era uma brincadeira, mas ao mesmo tempo foi um protesto. Teve esse acordo da Reebok com o UFC, e o UFC ganhou muito, mas os lutadores não. Eu, por exemplo, ganhava de 10 a 20 vezes mais do que estou ganhando agora da Reebok no dia da luta. Segundo o meu contrato, na semana da luta não posso usar ou mostrar outra marca e, se eu não fizer isso, não poderia lutar pelo Ultimate. Todos os lutadores assinaram esse contrato e são obrigados a usar Reebok no dia da luta. Para mim, isso não seria problema se fosse um pagamento justo. Não estou de acordo com a tabela que eles pagam, então decidi fazer essa “brincadeira-protesto”. Claro, depois da repercussão, fui tirado da vaga de comentarista do UFC na América Latina, mas não achei justo, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se eu estivesse fazendo mal o meu trabalho ou se fosse um comentarista ruim tudo bem, pois isso acontece muito. Mas não é o caso. Não achei nada a ver uma coisa com a outra”.

O brasileiro também revelou outro motivo de chateação. Ocasionado por causa do UFC 205, evento de estreia em Nova York:

“Eu fui para Nova York assistir ao UFC 205 e não tive nenhum convite para o evento, não sei se foi por isso ou não. O meu empresário, o Ali Abdelaziz, ligou para o Ultimate antes da polêmica da foto dizendo que eu queria ser um dos lutadores convidados do evento, mas eles falaram que não, que não tinha mais lugar. Talvez uma coisa não tenha a ver com a outra, mas eu fui no evento com um ingresso comprado pelo meu empresário, não tive nenhuma assessoria no sentido de o UFC nos separar dos fãs ou coisa assim. Querendo ou não, somos pessoas públicas e entrando em um evento de luta a gente acaba causando tumulto ali entre os fãs. Fui como uma pessoa normal, mas não estou reclamando disso. No fim das contas foi legal, porque eu tive um contato com o público e é uma coisa que eu não fazia há muito tempo. Eu não me importo de pagar, era um evento mega disputado, não tem problema se não tinham convite. Mas achei um absurdo de não ter um mínimo de assessoria ali para nos auxiliar. Não me senti bem de estar no evento do qual eu faço parte. Eu luto pelo UFC e ali eu me senti um ninguém, como se fosse uma pessoa que não faz parte daquilo ali”.

Fabrício Werdum encara Cain Velasquez em revanche, no UFC 207, dia 30 de dezembro. Evento que marca o retorno de Ronda Rousey

Fonte: Combate