O acordo polêmico do UFC com a Reebok - 70 Milhões de Dólares.

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O acordo polêmico do UFC com a Reebok - 70 Milhões de Dólares - A NOVA ERA DO PATROCÍNIO NO UFC

Por: João Monteiro
 Recentemente o UFC assinou um contrato de 6 anos com a marca Reebok, relacionado a publicidade exclusiva, onde será pago nesse período 70 milhões de dólares para a organização.
 O acordo consiste em banir todos as demais marcas e patrocinadores de dentro do evento, a empresa também forneceria todas as roupas e aparelhos esportivos necessários aos atletas e cornéres. 
 De início foi anunciado que os atletas receberiam de acordo com o quão bem
Myles Jury jogou os tênis no lixo
eles estivessem ranqueados. O ranking do UFC é uma classificação definida através de votos de jornalistas esportivos dessa área. Ao todo são 11 rankings, um para cada categoria de peso, sendo composto por 15 atletas cada.
 A informação gerou polêmica e controvérsia por parte de diversos lutadores. Após um tempo a patrocinadora voltou atrás e anunciou que o critérios usado na destinação e valor da renda do patrocínio, seria a quantidade de lutas do atleta dentro do evento. Contabilizando também WEC e Strikeforce (eventos comprados pelo UFC).
 A temida tabela de pagamentos por luta ficou assim:
Lutadores com 1 a 5 lutas = R$ 7.600 por luta
Lutadores com 6 a 10 lutas = R$ 15.200 por luta
Lutadores com 11 a 15 lutas = R$ 30,400 por luta
Lutadores com 16 a 20 lutas = R$ 45.600 por luta
Lutadores mais de 20 lutas = R$ 60.800 por luta
Desafiantes a cinturão = R$ 91.200 por luta
Campeões = R$ 121.600 por luta
 De imediato a controvérsia foi grande. Diversos nomes do UFC já trataram de repudiar o acordo estabelecido, postura até compreensível sendo que dos 586 lutadores empregados pelo evento, apenas seis atendem ao requisito de mais de 20 lutas na casa, seriam esses: Gleison Tibau, Josh Koscheck, Frank Mir, Michael Bisping, Diego Sanchez e Clay Guida. O top 8 dos leves do UFC, Myles Jury, colocou os tênis fornecidos pela nova patrocinadora, no saco de lixo e os mandou para a doação. O peso pesado Brendan Schaub criticou o acordo, afirmando já ter recebido mais de 100 mil dólares por luta de seus antigos patrocinadores pessoais. O também peso pesado Matt Mitrione se manifestou negativamente, dizendo que a Reebok conseguiu o acordo do século, mas às custas dos lutadores. O top 8 dos médios, Tim Kennedy, postou em sua conta do twitter, sentir saudades de Scott Coker (ex-presidente do Striforece e atual do Bellator, principal evento concorrente do UFC). 
 Mas houve atletas que elogiaram a decisão, como o peso galo, Scott Jorgensen, o top 1 dos leves Khabib Numagomedov, o russo disse ver o acordo como "um nível diferente atingido pelo esporte, através do acordo com a Reebok". O também peso leve, Donald "cowboy" Cerrone revelou que irá perder cerca de 60 mil dólares por luta, mas vê o acordo com bons olhos, disse que irá ser algo bom para todos, e quando todos entenderem, tudo irá dar certo.
 E Norman Parke, o campeão do TUF disse que os lutadores são pagos por suas lutas e não há motivo para ficar choramingando sobre seus patrocínios. 
 Scott Coker, presidente do Bellator, disse que seu telefone não para de tocar e que diversos atletas descontentes querem sair do UFC e migrarem para o seu evento. O que aconteceu com Phil Davis, um dos mais importantes meio-pesados do UFC (vinha de vitória sobre o brasileiro Glover Teixeira) assinou com o evento rival.
 O presidente do UFC, Dana White, disse que não receberá nenhum centavo do acordo e todo o dinheiro será repassado aos atletas, além de que, cada atleta receberá de 20% a 30%  na venda de produtos associados à seus nomes. Além disso, o UFC destinará parte do dinheiro à organização "Fight for Peace". Presente no Rio de Janeiro e em Londres, focam seus trabalhos na questão de social, resgatando jovens com envolvimento no crime e nas drogas.
 Dana White também se pronunciou dizendo que sempre haverá quem reclame, nem que se fosse uma quantia de 200 milhões de dólares, ainda teria atletas infelizes e que o acordo deve ser visto como algo visionário e promissor para o evento e esporte.

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